
NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Por volta do ano de
1930/31, JORGE GRACIE, no Rio de Janeiro, dava grandes demonstrações da técnica
do Jiu-jitsu, já bem adaptada às características do nosso povo.
Outros nomes
daquela época que merecem menção são, sem dúvida, os irmãos ONO, campeões da
grande colônia japonesa. Entre outros pupilos do Grande Mestre CONDE KOMA, figuram como seus discípulos os irmãos Gracie,
destacando-se na época entre eles, CARLOS E JORGE GRACIE.
HELIO GRACIE, o
mais novo dos cinco irmãos foi o último e o mais franzino a aprender este
esporte. Proibido pelo pai de freqüentar as aulas do Conde Koma, assistia a
todas as aulas de seu irmão CARLOS GRACIE, no Rio de Janeiro, e aos poucos
aprendia, “só de ver”, os movimentos e com isso conseguiu o apoio dos irmãos e
do pai para começar a treinar, vencendo a doença e fraqueza. Sem dúvida, o mais
virtuoso campeoníssimo e o fundador e presidente da primeira Federação de
Jiu-jitsu, a do ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Integrava também, o
pequeno número de alunos do CONDE KOMA, o Professor LUIZ FRANÇA, um verdadeiro
Mestre desta Arte, que morreu feliz no interior do Brasil, por ter transmitido
seus conhecimentos, sem segredos, ao seu aluno OSWALDO FADDA, um dos poucos
cultivadores e idealistas desta modalidade no Brasil. Foi exatamente no início
de 1937, que OSWALDO FADDA, vestiu um quimono pela primeira vez. Um ano depois,
o Mestre França já preconizava entre amigos que seu aluno seria sem dúvida uma
grande promessa do Jiu-jitsu.
Em 1942, FADDA,
depois de ser autorizado a ostentar sua faixa preta, iniciava a sua
peregrinação pelo desenvolvimento do Jiu-jitsu,
Em 1943, toda a
família Gracie deixou o Rio e foi residir em Fortaleza - Ceará, ficando lá até
1951, quando todos retornaram á cidade maravilhosa, onde já se destacava a
Academia FADDA, que começou a introduzir esta modalidade de luta nas camadas
populares. Seu titular, o incansável Mestre FADDA realizou ao vivo, com seu
idealismo, um trabalho de divulgação sem precedentes na história dessa
modalidade de esporte. As constantes visitas que recebia
Os capoeiristas
eram mais freqüentes em suas visitas e a cada vez que tentavam a sorte, sem
resultado, voltavam com mais um e mais outro elemento; mas o resultado não mudava, era sempre o mesmo, a
supremacia do JIU-JITSU.
Com isso, a
Academia popularizou-se ainda mais, pois muitos Capoeiristas, boxeadores e os
tipos valentões, acabaram inscrevendo-se como alunos.
"É preciso
existir um FADDA para mostrar que o Jiu-Jitsu não é privilégio dos GRACIE
"
Fonte: HÉLIO GRACIE, Revista dos Esportes, 1954, Rio de Janeiro/RJ